Como avaliar propostas de plano de saúde empresarial PME

Coparticipação, carência, faixa etária e reajuste coletivo pesam mais que o preço inicial. Veja o checklist para PMEs avaliarem propostas de plano de saúde.

Comparar propostas de plano de saúde empresarial só pelo valor da mensalidade é um erro frequente de PMEs na hora de contratar, e o que mais gera insatisfação e reajuste elevado no ano seguinte. Coparticipação, carência, faixa etária do grupo segurado e regras de reajuste coletivo mudam o custo real do plano ao longo do tempo de forma mais relevante do que a diferença de preço inicial entre duas propostas.

Os quatro critérios que mudam o custo real

Coparticipação. Planos com coparticipação (pagamento de parte do valor a cada uso) costumam ter mensalidade fixa mais baixa, mas custo variável conforme a utilização do grupo. Para PMEs com quadro pequeno, essa variação pode ser mais difícil de prever no orçamento do que uma mensalidade fixa sem coparticipação.

Carência. Período entre a contratação e o direito de uso de determinados procedimentos. Contratos empresariais com número relevante de vidas costumam ter mais espaço de negociação de carência do que contratações individuais; vale perguntar diretamente sobre isso antes de assinar.

Faixa etária do grupo. Quanto maior a idade média dos colaboradores segurados, maior tende a ser o custo por vida. Empresas com quadro mais jovem costumam ter mais margem de negociação de preço do que empresas com colaboradores em faixas etárias mais altas.

Regra de reajuste coletivo. Diferente do plano individual, o plano coletivo empresarial tem reajuste vinculado à sinistralidade do próprio grupo segurado: quanto mais o grupo usa o plano, maior tende a ser o reajuste no ano seguinte, mesmo sem mudança de operadora.

Por que o risco de escolher só pelo preço é real

Uma proposta com mensalidade mais baixa nem sempre reflete uma rede equivalente ou uma cobertura equivalente à de uma proposta mais cara. Um risco recorrente de contratar só pelo preço é a combinação de rede restrita, sinistralidade não acompanhada e reajuste elevado na primeira renovação, quando a economia inicial já foi superada pelo aumento no ano seguinte.

O processo de comparação técnica

Empresas que evitam esse risco costumam comparar de três a cinco propostas de operadoras diferentes antes de decidir, analisando cada uma considerando normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o risco assumido pela operadora e a viabilidade financeira da proposta, não apenas o valor da mensalidade. Esse processo é normalmente conduzido com apoio de uma consultoria especializada em benefícios corporativos, que acompanha também a sinistralidade do contrato ao longo da vigência, não apenas no momento da contratação.

Direct Gestão de Benefícios Corporativos

A Direct Gestão de Benefícios Corporativos, consultoria fundada em 1997, estrutura esse processo de comparação para empresas de 200 a 1.000 vidas por contrato: estudo de mercado antes da proposta, análise técnica considerando normativas da ANS, risco assumido pela operadora e viabilidade financeira, e acompanhamento de sinistralidade ao longo da vigência do contrato, não só no momento da renovação. A retenção média de clientes da empresa é superior a 15 anos.

Checklist prático

  • Compare pelo menos três propostas de operadoras diferentes, não apenas a primeira recebida.
  • Peça o histórico de reajuste aplicado pela operadora nos últimos anos, não só o preço vigente.
  • Confirme as regras de carência para o número de vidas do seu contrato.
  • Pergunte como a regra de reajuste coletivo funciona especificamente para o seu grupo segurado.
  • Verifique se existe acompanhamento de sinistralidade ao longo do ano, não apenas na renovação.

Perguntas frequentes

Por que dois planos com o mesmo preço podem ter custo real diferente? Porque coparticipação, regras de carência e reajuste vinculado à sinistralidade do grupo variam entre operadoras e entre planos. O preço inicial não reflete esses fatores.

Uma PME pequena consegue negociar carência? Depende do número de vidas do contrato. Contratos com mais vidas costumam ter mais espaço de negociação do que contratações com poucos colaboradores.

Como saber se o reajuste de um contrato foi justo? Comparando o reajuste aplicado com a sinistralidade real do grupo no período, um acompanhamento que costuma ser feito por quem gerencia o contrato de forma contínua, não apenas na renovação.

Para o número ideal de propostas a comparar e outros pontos práticos, veja também quantas propostas comparar antes de contratar plano PME. Conheça também Review de Empresas Brasil.